Pescaria de tambaquis no pesqueiro

Uma boa pedida para investir nos pesqueiros durante o verão é na pescaria dos grandes redondos

Espécie se adaptou bem às condições de pesqueiro e exige boa técnica do pescador

Pescaria de tambaquis no pesqueiros. É na época de verão que estes peixes começam a ficar mais ativos, porque começam se alimentar. Isso mesmo, como diz a maioria: “é a hora de investir nos “redondos”. São eles: pacus, patingas e os gigantes tambacus, que chegam a ultrapassar os 30 kg. 

Equipamento 

Para iniciar, podemos dizer que ao serem fisgados os redondos costumam dar longas e vigorosas corridas e geralmente para as laterais. Portanto, não podemos menosprezá-los utilizando um equipamento muito leve ou uma linha muito fina. Então, o correto a se fazer é usar varas de 5”6’ a 7’ de comprimento, para linhas de 17 a 20 lb de resistência. E equipadas com carretilhas ou molinetes que comportem no mínimo 100 metros de linha 0.30 a 0.35 mm. Também não podemos nos esquecer que na pescaria de superfície vamos arremessar boias relativamente pesadas e que um equipamento muito leve não daria bons resultados.

Daí, então, a necessidade de varas mais longas entre 2.40 e 2.70 m, com bom casting (resistência para arremesso). Destacamos que deve ser de ação rápida para uma boa resposta na hora da fisgada.

Qual isca usar?

Existem muitas opções. Variam de acordo com o pesqueiro É o caso da salsicha, fígado de frango, beijinho, minhocuçu e massas do tipo mafish e aquelas de pacote, como a carnívora e P 40. É claro que existem muitas outras opções e que cada pescador tem preferência por iscas que já deram bons resultados em outras ocasiões. Por isso é sempre bom prestar atenção no que o peixe está atacando.

Uma boa opção de isca que também não deve ser descartada e costuma gerar ataques fantásticos, principalmente na pesca de superfície, é o pãozinho (francês ou de sal), de preferência amanhecido e conservado em saco plástico, pois em papel costuma ficar meio ressecado e começa esfarelar facilmente, o que dificulta também na hora de ser iscado no anzol.  

As miçangas são sempre excelentes pedidas para fisgar as espécies

As técnicas 

Não há uma técnica definida para a pesca dos redondos. Mas podemos citar que há preferência por três estilos. Cada um com ótimas chances de captura e isso costuma variar de acordo com o tempo e a temperatura da água. Então vamos a eles: 

Boia de arremesso: 

É muito usada, principalmente quando o peixe está um pouco manhoso e não sobe muito na superfície. Tem a vantagem de que o pescador pode tentar descobrir a altura em que o peixe está comendo. Isto varia a altura do chicote, que geralmente vai de meio metro até quatro metros ou mais, dependendo da profundidade do lago. A dica nesse tipo de pesca é não usar anzóis muito grandes, para não chamar muita atenção. No caso de estar ventando forte, não esquecer de ancorar a boia utilizando um chumbinho pequeno solto na linha principal. 

Fundo: 

Funciona melhor quando os peixes estão muito manhosos, em especial em dias frios. Isso se dá muito nos meses de outono e inverno e às vezes até no inicio da primavera.  Dica: Na montagem de fundo, os anzóis do tipo wide gap (robalo) costumam ser excelentes.

Ceva de superfície: 

Essa certamente é mais difundida pelos pescadores.  O uso da cevadeira é praticamente indispensável , porém há quem prefira usar uma técnica diferente. Esta consiste em cevar o local do arremesso com rações flutuantes (do tipo guabi) em grande quantidade. Então é só arremessar a boia , direcionar a isca a ser usada no mesmo local em que os peixes estão batendo e esperar o ataque.

As boias cevadeiras ajudam a concentrar os grandes exemplares no ponto do arremesso