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Sem proteção ao dourado, São Paulo fica em saia justa na região do Rio Paraná

Pescadores estão sujeitos à multa pesada caso transportem o dourado pelo Paraná ou Mato Grosso do Sul

Por Lielson Tiozzo

A recente aprovação de leis de proteção ao dourado em Mato Grosso do Sul e no Paraná deixou São Paulo como rota de fuga da pesca predatória. Isto porque dos estados brasileiros que fazem divisa com os limites do Rio Paraná, passou a ser o único que não aderiu à proibição. Há um ano, o então governador, Geraldo Alckmin (PSDB), vetou uma proposta por falta de estudos técnicos.

Tanto no Paraná, como em Mato Grosso do Sul, o abate, o transporte e a comercialização do dourado agora estão proibidos. Porém, se um pescador paulista abater o peixe em alguns destes estados e resolver levá-lo para casa, somente será punido se for flagrado por agentes locais.

A Polícia Militar Ambiental de São Paulo não terá como punir o infrator. A menos que ele desrespeite a cota de 10 kg mais um exemplar, independente da espécie.

No caminho inverso, no entanto, um pescador paranaense ou sul-matogrossense que resolva abater um dourado em rio paulista para levá-lo, estará sujeito à multa em seu respectivo estado.

O Rio Paraná está entre um dos dez mais extensos do mundo, com seus quase 8 mil km

“Tecnicamente a pesca do dourado no Rio Paraná, que é um rio da união, não está proibida. Vai depender para que lado a pessoa vai sair (caso deseje levar o peixe)”, explica o comandante da PMA/MS, Ednilson Queiroz. “O peixe não tem identidade. Não há como o pescador comprovar que pescou o dourado em São Paulo”.

Em Mato Grosso do Sul, a multa varia de R$ 5 a 27 mil. Já no Paraná o valor é ainda mais caro: de R$ 1 mil a R$ 100 mil. A penalização é determinada conforme a quantidade de peixe encontrado e conforme a condição social do envolvido.