O que você precisa para arremessar melhor e pescar mais

Os macetes para você desenvolver o principal fundamento em suas pescarias com iscas artificiais

Como arremessar melhor. “Não acontece por acaso”. A regra número um para quem pretende melhorar o arremesso é treinar, seja com molinete, seja com carretilha.

Fábio Zurlini, figura bastante conhecida do staff, sempre pratica. “O cara, para ficar bom, tem que treinar pelo menos uma vez por semana, com tempo indeterminado” aconselha o pescador.

Escolher o lugar para treinar é importante, porque nele o pescador poderá simular todos os tipos de arremesso, sem se preocupar se vai acertar ou não.

“Quem mora em apartamento ou numa casa menor, o ideal é procurar um parque”, diz Zurlini.

Em vez de treinar com uma isca, o pescador pode usar um peso apropriado para arremesso que são encontrados nas melhores lojas.

Treinar em parques pode ser a solução para quem não tem espaço em casa

Como fazer?

É importante criar uma metodologia. Zurlini sugere a criação de um circuito, no qual o objetivo é acertar os alvos. “Assim melhoramos a nossa precisão”, assinala.

Use latas de bebidas ou garrafas de plástico como alvo. Elas devem ficar em distâncias e pontos diferentes, exigindo níveis diferentes de dificuldade, afinal é o que acontece na pescaria.

Não se preocupe em acertar e derrubar o alvo. O importante é que o objeto arremessado passe bem perto, o que já indica uma boa precisão.

Para treinar use iscas artificiais sem garateia ou pesos específicos para a finalidade

Detalhes

Na pescaria quem mais deve trabalhar é a vara e não seu braço, que deve estar “descansado” para brigar com o peixão. Essa orientação vale tanto para quem usa apenas um braço, ou os dois.
E como é isso?

“O que muita gente não entende é que o arremesso consiste apenas em carregar e descarregar a vara. A haste do seu caniço deve potencializar o que chamamos de efeito ‘catapulta’. Esse movimento, é o que faz a nossa isca chegar ao ponto desejado”, orienta Zurlini.

Carregar e descarregar a vara quer dizer que a haste deve vergar para trás e “disparar” a isca quando voltar para sua posição original, assim que liberarmos a linha com o dedo.

Regulagem da carretilha

O ajuste da carretilha deve ser feita de acordo com o tipo de isca, avaliando o seu peso, a situação do vento e a distância que se quer alcançar.

“Muitas vezes trocamos uma isca pesada por uma mais leve e nisso esquecemos de ajustar os freios da carretilha. Aí é fato: acontece a cabeleira. Então precisamos ficar atentos à regulagem, tanto do centrífugo, como do magnético”, adverte Juninho.

Aos iniciantes fica a recomendação de deixar a carretilha mais “fechada” no freio magnético, aquele que geralmente vai de zero a dez, sendo na ordem crescente um travamento maior. Apesar dos arremessos serem mais curtos, eles sairão melhores. Com o tempo, o pescador pode liberar mais os freios, alcançando distâncias maiores.

Durante os treinos o pescador irá notar qual regulagem será a melhor para ele. Por isso é importante levar pesos variados para simular situações com iscas de todos os tamanhos.

Varas

O tamanho da vara é outro detalhe muito relevante. Existe uma regra geral: varas mais curtas, de 5’6” a 6’, são consideradas melhores para arremessos mais técnicos e curtos. Já as acima de 6’ ganham muitos elogios por permitirem lançamentos para pontos mais distantes, além de serem muito mais eficientes na hora de fisgar, por terem uma maior alavanca.

O pescador também deve prestar atenção na capacidade de peso da vara, conhecido como casting. Por exemplo: um caniço de 5’6”, para linhas de até 17 lb, geralmente tem o casting de 7 a 14 g. Isso quer dizer o seguinte: a vara funcionará melhor se você usar iscas (ou chumbo mais o chicote) naquela faixa de peso indicada. Caso contrário, ela poderá sofrer sérios danos em seu corpo, e até quebrar.

Determine o comprimento da vara de acordo com a pescaria que você vai fazer

Molinete

A pesca de arremesso muitas vezes está associada ao uso de carretilha. Daí o “preconceito” sobre quem usa molinete. Pelo simples fato de serem mais simples, esses aparelhos levam o equivocado estigma de que só servem para “iniciantes”. No entanto, para o nosso staff, o pescador pode usá-lo em qualquer pescaria.

“Quem usa molinete não é mais, nem menos pescador”, opina Zurlini. “O bom pescador de verdade pesca com os dois”, completa Juninho.

O ponto positivo do molinete fica por conta da maior facilidade de fazer o arremesso de iscas leves, abaixo de 5 g. “Para essa situação, ele é imbatível”, compara Zurlini.

Outro diferencial é a distância dos arremessos, sem correr risco de formar a cabeleira e fazendo menos força.

A desvantagem de usá-lo se dá pelo fato do molinete ser um “vilão” para as linhas. “A linha torce mais porque trabalha o tempo todo em espiral. Nisso a carretilha é melhor, porque é mais suave e a linha fica mais reta”, indica Zurlini.

Assim mesmo, um alento para os fãs do equipamento: existem molinetes modernos disponíveis no mercado que já são projetados para esse tipo de pescaria, e que torcem menos a linha. Basta fazer uma consulta na sua loja favorita.

Como molinetes também é possível conseguir arremessos precisos, assim como com as carretilhas