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Seis fatos sobre pescaria na Amazônia

Muitos querem aproveitar a temporada amazônica e devemos levar em consideração muitos detalhes

Planejar uma pescar na Amazônia deve ser algo caprichado. Minucioso. Porque o pescador vai fazer um investimento de tempo e de dinheiro. E precisa acertar nas escolhas e ter o máximo de conhecimento sobre a região, para aproveitar ao máximo. Ainda que seja um visitante assíduo, sempre vale a pena levar em consideração os seis fatos a seguir.

1 – NÃO É FÁCIL PESCAR PEIXE GRANDE

Muitos pescadores acham que para fisgar um tucunão amazônico é simples. Basta estar num rio famoso e pronto. Não é bem assim! Pergunte a seus amigos que viajam para lá com certa frequência. Não é todo dia que sai um 20 lb UP.  É preciso “trabalhar muito”, ser paciente e sobretudo ser persistente para ter sucesso. 

2 –  APOSTE TAMBÉM EM ISCAS MENORES

Muitos pescadores associam Amazônia com isca grande. Nem sempre elas são as melhores. Quando a oferta de peixes forrageiros – as presas dos tucunarés – é de menores, eles estão mais propícios a seguir este padrão e a atacar iscas menores também. Tenha variedade em seu estojo.  

3 – HÉLICE ATRAI TUCUNARÉ GRANDE

O sonho de todo pescador que vai à região é fisgar o bitelo. Seja persistente e saiba que em um mesmo ponto dificilmente a ação se dará com menos de quatro arremessos. Explore o máximo que puder um local promissor.

4 – STICK ATRAI “MANHOSOS”

Tenha sempre uma isca artificial do tip stick, de 11 a 15 cm, disponível em sua tralha. Um trabalho lento e provocativo acaba despertando um peixe pouco ativo. 

5 – AÇÃO NA SUPERFÍCIE, MAS SEM ATAQUE

O pescador vê o tucunaré rebojando ou “quase atacando” a isca de superfície. E não entende porque ele não abocanha de uma vez o engodo. É muito provável que a temperatura da camada superficial do rio esteja com temperatura bem diferente de onde ele tem sua zona de conforto. Neste caso, opte por uma twitch bait de 9 a 13 cm, trabalhando com três ou quatro toques curtos e uma parada. Este tipo de isca trabalhará numa zona bem propícia para o peixe ataca-la!

6 – COMO DRIBLAR O TEMIDO REPIQUTE?

O repiquete é o pesadelo de todo pescador que vai à Amazônia. Ele se dá com a alteração do nível d’água, geralmente três dias antes de sua pescaria. Com a entrada de uma “água nova”, oriunda de chuva, o peixe fica inativo. Neste caso, aposte nas twitch baits, iscas de barbela, iscas soft e nos jigs. Procure um lago fechado. Nele as chances são maiores, pois ainda há pouca ou nenhuma interferência da “água nova”.

O tucunaré-açu é um dos peixes mais cobiçados do mundo e pode ser pescado na Amazônia