6   +   9   =  

Tem peixe grande debaixo de um camalote do Pantanal

Saiba como capturar uma das espécies mais briguentas desse habitat evitando a “surpresa”

Aproveite para pescar debaixo do camalote. Porque por ali você pode encontrar um foguete chamado piauçu. Assim que você fisgar um deles, vai logo perceber o porquê desse apelido. 

Para conseguir fisgá-lo, as águas mais paradas das cheias do Pantanal,  um ambiente com pouco declive, são um dos melhores pontos. 

E quando a vegetação, principalmente os camalotes, quase obstrui o cursos d’água, esse é o melhor local. Para isso localize um ponto de água corrente; se for próximo a uma saída de lagoa, melhor.

Com o barco acima do ponto onde deseja colocar sua isca, ancore de modo adequado. Repare por onde a água se movimenta ou como ela empurra o camalote para a margem. Esse é o ponto em que você vai lançar sua isca. Quanto mais rente à vegetação,  melhor.

Uma boa dica é utilizar pouco peso, para a isca descer mais devagar e com isso permitir que a corrente a leve  para debaixo do camalote. 

Ao sentir que o peso está no fundo, fique atento. Nosso alvo, o piauçu, adora se meter debaixo do camalote atrás de alimentação; quanto a isso, você acabou de facilitar sua busca. Tanto faz ser o caranguejo ou caramujo, que é justamente o que ele procura nesse ambiente, mas tome cuidado: uma linha muito grossa espanta, assim como o encastoado,  quase obrigatório devido a seus dentes. 

Por isso,  monte sua tralha de maneira prudente, mas também de jeito que não engane sua presa. 

Pode repetir várias vezes o lançamento no mesmo lugar. Muitas vezes esta espécie de peixe está em cardumes, não rejeita o oferecimento de alimentação. Então, se prepare: o peixe é rápido, forte, e vai fazer você vibrar ao fisgá-lo.


O camalote, aquela porção de mata submersa, é o esconderijo predileto do piauçu