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Três formas para pescar a piracanjuba

Técnicas também podem render boas capturas de pacus e piaparas. Aproveite!

Por Rogério Luis Araújo

Pescar a piracanjuba requer muita técnica e paciência. Alguns conseguem atraí-la com as iscas artificiais. Mas um meio muito comum é por meio da ceva e das iscas naturais. A seguir, apresentamos três boas formas para ter sucesso nesta empreitada.

Pesca na pingadinha

Equipamentos e montagem : nesta técnica usamos varas de ação rápida, de 15 a 17lb, tendo aproximadamente 1,60 m de comprimento, linhas multifilamentos de 30 lb, chumbada pequena de 40 g solta na multifilamento atada a um girador, que tem o nó protegido da chumbada por um stop de borracha . Na outra ponta do girador, atamos uma linha fluorcarbono de 0,41mm e, por fim, anzol modelo chinu número 6, que teve um empate de aço de 8 cm confeccionado para garantir que os dentes desse peixe não iriam cortar a linha.

Para a técnica da pingadinha, usamos como isca o milho e a soja. A chumbada é solta ao lado do barco, com a vara na horizontal, mantendo o dedo no carretel da carretilha, soltando linha com certa restrição. Espere que ela bata no fundo, daí prenda o carretel, cessando a saída de linha.

Levante a vara para a posição vertical, tirando do fundo a chumbada, depois solte a linha até que a chumbada toque novamente o fundo, quando se pressiona o carretel, cessando a saída de linha, e assim por diante, até que a chumbada esteja entre 50 e 100 metros do barco.

Nessa posição, é possível iniciar o rolar do chumbo no fundo do rio, sempre prendendo e levantando novamente, para evitar que a chumbada fique para trás e a linha enrosque no fundo.

Pesca na espera

Equipamentos e montagem: nesta técnica usamos varas um pouco maiores de 1,80 a 1,96 m de comprimento e ação média de 15 a 17 lb. Linhas de multifilamentos de 30 lb e a montagem idêntica à técnica da pingadinha, porém usamos chumbo maior para manter a linha no fundo do rio, que varia de acordo com a profundidade e a velocidade da correnteza do local da pescaria. Em nosso caso, neste local usamos de 80 g.

O mecanismo dessa pescaria é bastante simples, podendo usar além do milho e da soja a minhoca-do-brejo. Assim, nesta técnica, colocamos a chumbada dentro de um copo de papel biodegradável.

Soltamos a isca na correnteza até o ponto desejado, cessamos a saída de linha e acomodamos a chumbada no fundo do rio. Nesta técnica, é importante visualizar em qual distância o peixe está pegando e marcar no carretel da carretilha com marcador permanente, para que possamos repetir o local em que elas estão comendo nas outras descidas, ou usar linhas que apresentam cores diferentes para marcação de distância.

Pesca na “armadilha”

Equipamentos e montagem: nesta técnica usamos varas de 2,40 e 2,70 m de comprimento, de ação média para linhas de 20 a 25 lb e linhas de multifilamento de 30 lb. A montagem é idêntica à da técnica da pingadinha, porém usamos chumbos bem pequenos, para manter a linha no fundo do rio, que varia de acordo com o local em que você está pescado. Em nosso caso, neste local usamos de 20 g.

No cevador é colocado um pedacinho de corda de seda fina, porém muito resistente, e na ponta amarre um girador. E no girador amarre um pedaço de borracha de dinheiro.

Então soltamos a quantidade de linha que queremos que fique na água, de 5 a 50 metros, de acordo com o local em que o peixe esteja comendo. Amarramos no elástico que está preso no girador do cevador, e então soltamos a linha da carretilha de acordo com a descida do cevador ao fundo do rio.

A piracanjuba costuma atacar em áreas com boas cevas e o emprego de iscas naturais