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Duas dicas para superar o repiquete na pescaria de tucunarés

Fenômeno é considerado o principal temor para quem vai pescar na região amazônica

Por Maicon Bianchi

Uma boa tática para superar o repiquete na pescaria amazônica é emprego da isca artificial swimming bait. Lembrando: repiquete é um fenômeno que se dá com a elevação repentina da água. O grande temor para quem vai em busca dos grandes tucunarés da região, porque costuma alterar o comportamento dos peixes.

Existem swimming baits de várias marcas, cores e modelos, montadas em anzois wide gap reforçado de 4/0 a 6/0. Para trabalhar essa artificial, o pescador optou por vara de ação média para rápida para linhas de até 25 lb, linha de multifilamento de 50 lb, que é uma grande aliada por ter elasticidade nula, e líder de fluorcarbono de 40 a 60 lb, que é mais resistente à abrasão. As carretilhas forram as de perfil baixo, com recolhimento de 6:2:1.

As softs foram trabalhadas em fundos de grotas, bocas de lagoas, onde geralmente se encontram vários obstáculos inacessíveis para as iscas convencionais.

Elas devem ser lançadas após ou até mesmo dentro das estruturas e com recolhimento contínuo, ora lento, ora rápido alternado com algumas paradas bruscas, fazendo com que as iscas nadassem sob galhos, algas, troncos, empecilhos ali presentes para aguçar ainda mais o predador em seu ambiente de proteção ou até mesmo em sua atmosfera de caça.

Outra alternativa

Iscas de fundo como rattlings e jigs, as que fogem dos padrões usuais para pescaria de tucunões, em que a maioria prefere as de superfície e meia-água.

Basicamente, as iscas podem ser usadas nos mesmos lugares das swimming bait. Porém, ao trabalhar, deve-se evitar que elas afundem e acabem enroscadas. Outra opção é lançar a artificial para o meio do lago, margem, praias e bicos, lugares em que a possibilidade de travá-la em estruturas é menor.

O trabalho das rattlings e vibrations imprime uma forte vibração, atraindo o peixe a grandes distâncias. O trabalho dessas artificiais consiste no simples recolhimento contínuo, que deve ser alternado com paradas (para que a isca afunde) ou velocidades mais altas (simulando um peixe que está fugindo de alguma presa).

Já os jigs atraem os peixes que estão mais no fundo e que sofrem com bastante pressão de pesca. Além do recolhimento, pode-se pescar com toques, esperando a isca afundar até tocar o chão e em seguida dar um toque. Espere a isca tocar o fundo novamente para dar outra puxada.

O repiquete é um fenômeno que altera o comportamento dos peixes, dificultando a captura