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Táticas e estratégias para ter resultados na pesca de corrico

Esta modalidade é uma das mais tradicionais na pesca oceânica, mas para ter sucesso, o pescador deve ter muito conhecimento

Por Antonio Amaral, Tuba

Praticar o corrico pode ser muito produtivo e divertido, porém por outro lado pode acabar ser tornando muito chato e irritante, caso as linhas acabem enroscando com certa frequência. É muito fácil evitar esse problema, só é preciso tomar alguns cuidados básicos.

Para que isso não ocorra, os plugs devem estar bem balanceados, caso contrário as artificiais podem trabalhar de maneira incorreta, pulando para fora da água ou navegando para os lados. Se isso acontecer, as linhas se cruzam e enrolam umas nas outras, ocasionando muitas vezes a perda de material.

Antes de colocar uma isca e sair corricando é necessário verificar se o trabalho está alinhado. Você consegue constatar essa ação ao colocar a isca ao lado do barco e navegar lentamente. Não devemos coloca-la na popa, pois a turbulência causada pelos hélices do motor interfere no trabalho da isca.

Caso o plug esteja nadando muito para um dos lados é possível ajustar, entortando levemente o pitão para o lado oposto. Se as iscas estiverem com o nado levemente para um dos lados, eu faço uma marca na barbela indicando o sentido em que ela deve ser colocada, isso faz com que o risco de ter linhas entrelaçadas seja praticamente inexistente.

A hora de soltar as iscas na água também é outro momento crucial e que também pode causar muitos embaraços. É muito importante manter a embarcação em um rumo bem reto, soltar as duas iscas laterais e depois a do cento (no caso de trabalhar com três iscas). Particularmente, costumo fazer uma leve curva para um dos bordos e começo soltando a isca do lado de dentro, a do centro e a de fora, isso faz com que as iscas sejam soltas bem espaçadas.

Adotando esses procedimentos evito dores de cabeça. Agora vamos falar de outros que ajudam a pegar mais peixes.

O corrico costuma ser o método mais eficiente para atrair grandes exemplares no Oceano

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Nas minhas pescarias gosto de usar varas curtas por cansarem menos o pescador durante a briga com o peixe. Atualmente tenho usado varas de 5´8” pés desenhadas originalmente para a vesca vertical. Esse tipo de caniço normalmente tem ótima qualidade e a sua ação mais progressiva é ideal para o trabalho mais natural das isca no corrico.

Para fazer conjunto, uso carretilhas que possuem um ótimo sistema de freio, de preferência com o sistema lever drag, que garante uma regulagem precisa e uma soltura de linha uniforme e sem trancos. Elas devem ser carregadas com pelo menos 250 metros da linha escolhida, que no meu caso adoto as de multifilamento. Ela faz com que as iscas trabalhem mais fundo devido o seu menor diâmetro. Além disso, sua baixa elasticidade aumenta a quantidade de fisgadas bem sucedidas, mesmo com as iscas trabalhando distantes do barco.

E por falar em distância, ela fundamental para se conseguir um spread eficiente. Uma dica bastante útil é fazer marcas nas linhas com canetas a prova d’água, facilitando a identificação da quantidade de linha solta na água. Costuma fazer uma marcação aos 40 metros, uma segunda aos 60 metros e uma terceira aos 80 metros, que são as mais usuais no meu tipo de pescaria. Agindo dessa forma consigo colocar as minhas iscas com uma distribuição muito eficiente.

Uma gigantesca cavala não resistiu ao plug trabalhado com as técnicas do corrico