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Rio Uatumã, paraíso de pesca em plena selva amazônica

Pescar na Amazônia é sempre garantia de muitas emoções, ainda mais se você fisga um belo tucunaré

Por Lester Scalon

A selva amazônica sempre mexeu – e acredito que vai continuar mexendo – com os sentimentos de todos os pescadores. A “rain forest”, na sua imensidão gigantesca, tem magia e mistérios que não dão para explicar. É algo que precisa ser vivido para que realmente se possa perceber sua grandeza.

Na minha última aventura na região, fui conhecer mais um pedaço de deste imenso paraíso selvagem: o Rio Uatumã e seu afluente, o Jatapu, por meio da GoFishingtur e à bordo do barco-hotel Marie.

Sempre que viajo para a Amazônia, os pensamentos voam longe, imaginando brigas e capturas de grandes tucunarés. Ali é o berço da maior das espécies: o majestoso tucunaré-açu. Nessa aventura não foi diferente, sempre na busca obstinada por um incrível exemplar.

Sabemos que a cada dia está mais difícil encontrar os grandes peixes, mesmo na imensidão que é a Amazônia, pois sua quantidade vem diminuindo ano a ano. Falta uma política governamental séria para atender as necessidades das comunidades ribeirinhas. Sua população aumenta e sem o suporte de um plano de sustentabilidade com dignidade as fazem explorar a natureza cada vez mais.

A pescaria

Depois de cinco horas de viagem de ônibus de Manaus a Itapiranga, embarcamos no Marie. Começamos nossa viagem subindo um canal que liga o Rio Amazonas ao Uatumã, para depois subir o Uatumã e chegar à foz do Jatapu – onde foi realizada a maior parte de nossa pescaria. Toda embarcação que sobe este rio paga R$ 140 por pescador, uma forma de ajudar um pouquinho as comunidades carentes locais.

O começo foi incrível. Na primeira manhã de pesca,no primeiro arremesso, mal a minha isca big sara jump tocou a água,que estava ao lado de um tronco em um espraiado, veio uma explosão na superfície. Não tive tempo nem de aquecer os braços. Mas na mesma velocidade que atacou, escapou. Iniciar uma pescaria com emoção logo no primeiro arremesso não é todo dia que acontece.

A íntegra desta reportagem você confere na Edição 298 da Pesca & Companhia!