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Como driblar o mau tempo na pesca de tucunaré

Em períodos com clima instável, o pescador deve sempre prestar atenção em detalhes e ter recursos à disposição

Por Maicon Bianchi

O mau tempo é sempre algo que preocupa quem tem uma pesca de tucunaré planejada. Quando estiver em uma situação adversa , procure ficar calmo e observe o que está acontecendo à sua volta.

Experimente sair do trivial, procure locais com estruturas e profundidades diferentes e alterne as cores, velocidade dos trabalhos das iscas e nunca se esqueça de levar jigs e algumas iscas softs, que na hora crítica da pescaria podem ser tornar grandes aliadas.

Procure sempre encontrar os padrões dos peixes, utilizando todos os artifícios disponíveis para o pescador. Lembre-se que dia após dia os peixes mudam o comportamento e cabe ao pescador desvendá-los.

Como estávamos em uma represa que desconhecíamos, começamos a navegar em buscas de estruturas diferentes das anteriores. Fomos em busca de barrancos com vegetações verdes que se estendessem até imergir.

Encontramos um local com essas características do lado esquerdo do fundo de grota, que tinha cerca de uns 50 metros de extensão. Montamos nosso equipamento com o Florida Rig, usando como iscas a Tiny Fluke, da marca americana Zoom.

Totalmente antienrosco, lancei a montagem onde a vegetação submersa se estendia aproximadamente até a profundidade de 5 metros, impossibilitando os trabalhos de outras iscas.

Trabalhamos a soft de duas formas: a primeira consistiu em arremessar nas estruturas e simplesmente recolher dando alguns toques de ponta de vara, trabalho semelhante usado a uma isca de meia-água.

A segunda forma de trabalho é, após o arremesso, deixar a artificial encostar no fundo e, com a vara posicionada quase que na vertical, dar pequenos toques com recolhimento cadenciados, imitando um peixinho se alimentando em meio às vegetações.

Antes do esperado

Nos primeiros arremessos já pudemos observar as movimentações dos peixes, o que já nos animou.

Em seguida, foi caprichar nos trabalhos para que os resultados começassem a aparecer. Não demorou muito para os tucunas de Serra do Facão se renderem ao nado realista da montagem.

Em pouco tempo, foram dezenas de peixes capturados apenas nesse local. Ainda conseguimos também a captura de uma linda traíra em meio da galhada de uma árvore submersa, que levou vários metros de linha até se render. Tivemos muita sorte para embarcar o peixe, pois o sistema utilizado não conta com encastoado (cabo de aço utilizado para pescaria com dentição).

Como descobrimos o comportamento dos peixes logo no primeiro ponto após a mudança, nos dias seguintes foi apenas seguir este padrão. O tempo todo navegamos em busca de locais parecidos e usamos a mesma técnica conseguimos muitas capturas.

É incrível como os peixes estavam encardumados nessas vegetações. Era só sair dessa situação para outras na represa que as ações zeravam.

O tucunaré é um peixe que percebe facilmente as mudanças climáticas, mas o pescador não deve ficar desesperado