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Detalhes importantes para pescaria de corrico no Rio Paraná

Quem vai pescar grandes dourados e pintados pode recorrer a esta técnica na região de Corrientes (ARG)

Por Alexandre Dick

A pescaria de corrico em busca de grandes dourados e pintados no Rio Paraná é bastante comum. Sobretudo na região de Corrientes, na Argentina. O pescador deve seguir as instruções do guia de pesca, mas pode também levar em conta os detalhes a seguir

-Confie no seu guia, pois ele é quem está todos os dias no rio e conhece os melhores pontos. Se possível, pergunte ao dono da pousada qual dos guias mais gosta de pescar de corrico, pois em Corrientes cada guia gosta de um determinado peixe, ou de determinada modalidade de pesca. Pescar com um guia que realmente goste de corricar é um grande passo.

-Lembre-se de sempre ficar atento ao trabalho da ponta da vara. Ela acusa se a isca está trabalhando de maneira correta, ou se está enrolada ou enroscada em alguma sujeira que não deixa a isca trabalhar corretamente.

-Nunca na briga com o peixe coloque o dedo para frear o carretel. A linha é muito fina e o risco de romper é sempre grande.

-Um detalhe muito importante é estar sempre de olho na ponteira da vara. Muitas vezes ocorre de romper a porcelana, ou se os passadores forem de má qualidade, de o multifilamento “comer” o passador. Se a linha passar por ali de maneira mais firme, como durante uma fisgada, ela fatalmente irá se romper e você perderá seu troféu. Use sempre varas com passadores de qualidade.

-Tenha muita paciência e não se afobe em momento algum da pescaria. A briga com o peixe vai ser demorada e trabalhosa, exatamente pelo uso do material leve. Esteja sempre atento para não cometer falhas, pois com linha fina qualquer descuido pode ser fatal.

Curiosidade

Na modalidade de corrico, raramente os grandes surubins pintados são fisgados pela boca. Normalmente os peixes são fisgados pelo rabo, costas ou lateral. Há quem diga que os peixes dão rabadas na isca para atordoá-la antes de abocanhá-la, e por isso acabam se enroscando na mesma.

Particularmente, não acredito nesta tese. Para mim o peixe é capturado simplesmente pela isca passar sobre ele e enroscar, pois os cardumes são realmente muito grandes.

Outra curiosidade, é que quando o cardume de surubins pintados é grande, o barco da Fauna y Flora acompanha o mesmo durante todo o dia, para evitar que os cardumes sejam dizimados, mostrando a preocupação das autoridades com o “Toro de los Rios”.

E da mesma forma que o cardume aparece e fica dois ou três dias, pode simplesmente desaparecer e ressurgir quilômetros rio acima.

Sabendo de tudo isso, sinta-se preparado para duelar com o seu grande troféu e partir para a sua próxima pescaria. O corrico vai exigir de você, porém, pode ser altamente recompensador.

O corrico é uma das modalidades mais empregadas na busca por grandes peixes no Rio Paraná