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Molinete na pescaria: a importância do freio e da velocidade

Existem modelos disponíveis nas lojas que contam com excelentes atributos para uma briga com grande exemplar

Por Alex Koike

O uso do molinete muitas vezes rende mais vantagens ao pescador. Mas ele deve levar em conta certos detalhes, como o freio e a velocidade de recolhimento do aparelho.

Responsável por aplicar a pressão no carretel, o sistema de freio é importante não só na hora da briga, mas também para uma boa fisgada. Sem um freio de qualidade, que libere da linha de forma macia, sem trancos, a probabilidade tê-la quebrada e perder um bom exemplar é grande, principalmente quando se usa um fio de pequeno diâmetro.

Existem modelos com ajuste de freio frontal e traseiro. Além da posição, há uma pequena diferença entre eles.

Os sistemas dianteiros normalmente são compostos por sistemas múltiplos de discos, geralmente mais largos, além de apresentar maior durabilidade e melhor performance. O freio traseiro faz menos pressão sobre o carretel do que o dianteiro. Porém, muitos pescadores gostam desse sistema por ser facilmente acionado, mesmo durante a briga com um peixe.

Atualmente, a qualidade dos freios dos molinetes impressiona. É comum que os modelos maiores tops de linha tenham capacidade frenagem acima de 20 kg. Pressão dificilmente conseguida em uma carretilha do mesmo porte.

A explicação para isso está no espaço dentro dos carretéis que conseguem abrigar uma grande quantidade de discos de freio (atualmente os melhores são os discos de carbono ou cerâmica), mantendo o mesmo peso de arrasto, inclusive depois de muito tempo de briga. Este fato não ocorre com as carretilhas, pois os discos de freio ficam abrigados dentro das engrenagens.

Essa grande capacidade de frenagem fez com que o equipamento torna-se indispensável na pesca com jumping jig, para segurar os peixes na primeira arrancada rumo ao um enrosco ou em uma corrida muito longa. Já na pesca de grandes peixes de couro em água doce, uma fricção apertada pode frear o peixe dando tempo suficiente para soltar o barco e correr atrás dos peixes antes que a linha acabe.

Velocidade

Ela determina o tempo em que a linha é recuperada e é definida pela quantidade de giros que o guia de linha dá no carretel a cada volta de manivela.

As relações mais comuns, tanto nos molinetes quanto nas carretilhas, são de 4.4:1 a 6.1:1.

Os modelos que apresentam 4.4:1 de recolhimento são considerados de baixa velocidade. Entre suas principais qualidades está o maior torque, ideal para trabalhar iscas de recolhimento contínuo, briga com grandes exemplares e a pesca vertical com de jigs.

Materiais com 6:1 de recolhimento são considerados de alta velocidade e ajudam quando é necessário cobrir maiores áreas de pesca, a trabalhar as artificiais de forma mais veloz e a retirar a “barriga” da linha formada pela correnteza.

Ela é desejável em situações em que é preciso recuperar a linha muito rápido, como o que acontece na pesca de garoupas, jaús ou pirararas, para evitar que o peixe chegue às estruturas e acabe escapando. Essa velocidade também é importante nos momentos em que soltamos o barco para ir atrás de um grande exemplar, pois é necessário manter a linha esticada para não perder o troféu.

Na pesca de praia o recolhimento mais rápido também é interessante, pois os peixes são impulsionados pelas ondas e a linha precisa ser mantida sempre esticada.

Os molinetes oferecem excelentes vantagens para o pescador