Paulistinha é usado para diagnosticar COVID-19

O teste de diagnósticos desenvolvido a partir dos anticorpos do paulistinha é cinco vezes mais baratos que os atuais

Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um método com o peixe paulistinha para gerar testes de diagnósticos de COVID-19.

Uma proteína do coronavírus foi aplicada no peixe e o animal gerou anticorpos que foram passados para seus ovos durante o processo de reprodução.

Em seguida, os anticorpos foram usados para fazer uma fita de diagnóstico com um QR Code que, ao ser lido por um aplicativo, fornece rapidamente o resultado do teste.

O teste que é cinco vezes mais baratos que os atuais está em fase de validação. A equipe trabalha para quantificar a concentração de anticorpos necessária para produção em escala global.

A espécie

O nome científico do paulistinha ou peixe zebra é Danio rerio, de origem asiática, sendo o primeiro a ter o genoma totalmente decifrado.

Pesquisadores descobriram que 70% dos genes deste pequeno peixe têm seu equivalente no ser humano.

Por isso, são usados em pesquisas da área biomédica e nos estudos comportamentais, genéticos e toxicológicos. Depois dos roedores, já são os animais mais utilizados para pesquisas experimentais.