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Dia do Cliente: quanto o pescador investe em equipamentos para praticar sua paixão?

Uma vara, um molinete e algumas iscas podem ser suficientes para começar. Mas basta avançar um pouco na pesca esportiva para a lista crescer: carretilhas, linhas, caixas, alicates, roupas, óculos, sonar, motor elétrico, baterias e, para uma parcela dos praticantes, barco e motor de popa. Neste 15 de setembro, Dia do Cliente, a Pesca & Companhia aproveita a data para olhar para quem movimenta toda essa cadeia: o pescador.

Não existe um valor único para montar um equipamento de pesca. Uma pesquisa rápida no varejo brasileiro mostra conjuntos de entrada de vara e molinete por algumas centenas de reais, enquanto somente uma carretilha de categoria premium pode superar R$ 5 mil. Entre os dois extremos existe um enorme mercado de equipamentos intermediários, acessórios e produtos especializados para diferentes espécies e modalidades.

Na prática, um conjunto com vara, molinete ou carretilha, linha e algumas iscas pode facilmente representar investimento de R$ 500 a R$ 2 mil, dependendo das marcas e especificações escolhidas. Quando entram roupas técnicas, óculos polarizados, caixas, alicates e outros acessórios, o valor aumenta. Para o pescador mais dedicado, que possui vários conjuntos preparados para diferentes técnicas e espécies, o investimento acumulado pode chegar a muitos milhares de reais.

A dimensão muda novamente quando a pescaria envolve uma embarcação. Além do barco e do motor de popa, entram sonar, GPS, motor elétrico, baterias, carregadores, coletes, equipamentos obrigatórios e outros acessórios. Nesse universo, a compra deixa de ser apenas uma escolha de lazer e passa a exigir planejamento financeiro também para manutenção, combustível, seguro e guarda da embarcação.

É justamente por existir uma distância tão grande entre o pescador que compra seu primeiro conjunto e aquele que equipa uma embarcação completa que atendimento e orientação ganham importância.

“Na pesca esportiva, o cliente pode entrar em uma loja procurando seu primeiro conjunto de algumas centenas de reais ou estar decidindo a compra de equipamentos que representam milhares de reais. Em qualquer situação, ele precisa receber uma orientação adequada à pescaria que pretende fazer. Vender o produto mais caro não significa necessariamente vender o produto certo”, afirma Marcelo Claro, CEO da Pesca & Companhia.

Essa relação não termina no caixa. Quanto maior o investimento e mais tecnológico o equipamento, maior tende a ser a importância de garantia, peças de reposição, assistência técnica e manutenção. Uma carretilha precisa ser limpa e revisada, baterias possuem vida útil e motores de popa seguem planos periódicos de manutenção. Nos barcos modernos, sonares, GPS, displays, motores elétricos e sistemas digitais acrescentaram uma nova camada de eletrônica à pescaria.

Por isso, pesquisar apenas o preço pode não ser suficiente. Dois produtos semelhantes podem representar experiências bastante diferentes ao longo dos anos se um deles possuir peças e assistência disponíveis e o outro não. No caso de itens de maior valor, o pós-venda pode ser decisivo para determinar o custo real da compra.

O comportamento também ajuda a dimensionar o tamanho desse universo. Segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura, o Brasil alcançou 386.814 pescadores amadores e esportivos licenciados em 2025, superando a meta oficial de 350 mil registros. O próprio ministério trabalha com uma estimativa muito maior para o universo potencial da atividade: aproximadamente 8 milhões de praticantes no País. Os números mostram que os pescadores formalmente licenciados representam apenas uma parcela de um mercado muito mais amplo.

Para fabricantes, distribuidores, lojas, operadores de turismo, pousadas, pesqueiros, marinas e prestadores de serviço, cada um desses consumidores possui hábitos e capacidade de investimento diferentes. Há quem compre poucas iscas durante o ano e quem troque equipamentos, viaje para pescar e mantenha uma embarcação própria. Em comum, todos dependem de uma cadeia que continua funcionando muito depois da venda inicial.

“O pescador dificilmente é um consumidor de uma compra só. Ele começa com um equipamento, conhece novas técnicas, passa a buscar outras espécies, viaja e naturalmente vai descobrindo novas necessidades. A fidelização acontece quando a empresa acompanha essa evolução sem tentar empurrar algo de que ele não precisa. Confiança, nesse mercado, vale muito”, destaca Claro.

A internet também transformou essa relação. Hoje, o consumidor consegue comparar preços e especificações antes mesmo de entrar em uma loja. Ao mesmo tempo, a quantidade de produtos disponíveis tornou a escolha mais complexa. Uma carretilha pode mudar de relação de recolhimento, capacidade de linha e sistema de freio; varas possuem diferentes ações e libragens; linhas variam em material e diâmetro; eletrônicos possuem funções específicas para cada tipo de utilização.

Nesse cenário, informação também se tornou parte do atendimento.

É justamente aí que a Pesca & Companhia procura atuar: explicar diferenças, apresentar novidades, comparar tecnologias e aproximar pescadores das empresas e profissionais que formam o mercado.

Pesca e Companhia

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