Mesa redonda debaterá identificação de tucunarés no Pesca & Companhia Trade Show 2026

Especialistas discutem divergências científicas sobre o gênero Cichla e impactos para a pesca esportiva no Brasil

Tucunarés

O Pesca & Companhia Trade Show 2026 será realizado de 12 a 14 de março, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP), e terá em sua programação a mesa redonda “Dúvidas na identificação de Tucunarés”, marcada para o dia 12 de março (quinta-feira), das 14h às 15h. O painel reunirá pesquisadores com ampla atuação na área de ictiologia e ciências pesqueiras para discutir as controvérsias científicas envolvendo a classificação das espécies do gênero Cichla, popularmente conhecidas como tucunarés.

Participam do debate o professor Efrem Ferreira, engenheiro de pesca formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), com mestrado e doutorado em Biologia de Água Doce e Pesca Interior pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA); Lorenzo Barroco, engenheiro de pesca pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), professor do IFAM e doutor em Ciências Pesqueiras nos Trópicos pela UFAM em parceria com o IRD-França; e o engenheiro de pesca Diogo Campos, doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal e Recursos Pesqueiros (PPG-CARP) e técnico do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (IDAM).

O debate será mediado pelo organizador Rogério Bessa, com moderação dos engenheiros de pesca João Bosco Ferreira e Diego Morgado, ambos da Secretaria de Pesca e Aquicultura do Amazonas (SEPA), responsável pela iniciativa do painel.

Segundo o professor Efrem Ferreira, a discussão parte de mudanças importantes ocorridas nas últimas décadas.

“Em 2006 foi publicada uma revisão do gênero Cichla onde foram descritas nove novas espécies, aumentando o número de seis para quinze espécies válidas. Em 2012, um estudo sobre a genética de Cichla sugeriu que algumas espécies não apresentavam diferenças genéticas significativas e, assim, uniram algumas delas. A mesa redonda tem como objetivo conversarmos sobre essa situação e tentar contribuir para uma solução que ajude a resolver essa questão”, explicou o especialista.

Diogo, Lorenzo e Efrem, da esquerda para a direita, participantes da mesa redonda

Efrem Ferreira tem atuação consolidada na área de ictiologia, com foco em ecologia de peixes, impactos ambientais, alimentação, distribuição e inventários de biodiversidade. Embora não atue diretamente como taxonomista, participou como coautor em trabalhos de descrição de novas espécies, contribuindo principalmente com informações ecológicas e coleta de exemplares.

Ele destaca que a discussão não é meramente acadêmica, pois envolve uma espécie com forte relevância econômica e esportiva.

“Hoje são reconhecidas 16 espécies de tucunarés, todas que ocorrem no Brasil têm alguma importância na pesca esportiva, mas o Cichla temensis, o tucunaré-açu, é o mais famoso pelo tamanho que alcança e pela sua distribuição relativamente restrita. É a principal espécie na pesca esportiva no estado do Amazonas”, completou.

Para Rogério Bessa, a proposta do painel é ampliar o entendimento técnico sobre o tema e oferecer informação qualificada ao público da feira. Segundo ele, a iniciativa busca aprofundar o debate e esclarecer pontos que ainda geram dúvidas entre praticantes e profissionais do setor, contribuindo para uma compreensão mais ampla sobre a biologia e a importância dessas espécies.

“Com certeza será um painel bastante interessante e com muitas informações pertinentes quando o assunto é entender o ciclo de vida dos tucunarés”, afirmou.

As inscrições para marcas expositoras, lojistas e visitantes no Pesca & Companhia Trade Show 2026 estão abertas no site www.pescatradeshow.com

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