Com investimentos em infraestrutura, criação de circuitos e apoio a 66 cidades, plano estadual quer triplicar empregos no setor e promover a pesca esportiva como motor econômico e sustentável
O Governo de São Paulo apresentou oficialmente o Programa de Turismo Náutico, uma iniciativa estratégica que projeta transformar os rios, represas e a costa do estado em polos de desenvolvimento econômico, social e ambiental até 2033. Com previsão de R$ 21 bilhões de impacto econômico e a meta de quase triplicar os empregos gerados pelo setor – passando de 67 mil para 188 mil vagas –, o programa tem como um dos seus pilares o fortalecimento da pesca esportiva.
São Paulo conta hoje com mais de 4.200 km de rios navegáveis e 880 km de costa marítima. Esse potencial natural será explorado por meio de investimentos em marinas, estruturas náuticas, roteiros integrados e novos terminais, como o de cruzeiros em Santos e portos fluviais no Rio Tietê. Para os pescadores esportivos, a novidade mais importante é a oficialização do Circuito Estadual de Pesca Esportiva, que integra 66 municípios com vocação para a atividade.
A pesca esportiva será promovida como atrativo turístico e vetor de desenvolvimento sustentável. A prática com devolução do peixe ao habitat ganha destaque por estimular a preservação ambiental e gerar renda em áreas remotas. O programa prevê ainda investimentos em hospedagens voltadas a esse público e qualificação de profissionais para atuar no atendimento ao turista-pescador.
O estado também planeja inserir São Paulo em campanhas nacionais e internacionais de promoção da pesca esportiva, com presença em feiras especializadas e mídias do setor. Segundo o governo, essa é uma forma de consolidar o estado como destino reconhecido para pescadores amadores e profissionais, tanto em água doce quanto no mar.
Com ações articuladas em parceria com a Marinha do Brasil, órgãos ambientais e municípios, o Programa de Turismo Náutico reforça o papel da pesca esportiva na geração de emprego, na conservação dos ecossistemas aquáticos e na valorização das culturas locais. A expectativa é que o turismo náutico passe a representar 4,8% do PIB do turismo estadual em menos de dez anos.
Além da pesca esportiva, o Programa de Turismo Náutico tem quatro grandes frentes: cruzeiros marítimos e fluviais, turismo náutico marítimo, turismo em rios e represas e eventos náuticos. Entre as metas está a ampliação da movimentação anual de passageiros de cruzeiros para 1,8 milhão até 2033, com destaque para a expansão do terminal de Santos, novos estudos para o litoral norte e a implantação de oito portos fluviais ao longo do Rio Tietê.
Na estrutura terrestre, o estado prevê 60 novas estruturas náuticas públicas até 2033, entre marinas, atracadouros e centros de visitação subaquática. Também estão em desenvolvimento os circuitos náuticos do Vale do Ribeira, Litoral Norte, Chavantes, Jurumirim, Angra Doce, entre outros. A articulação com outros estados do Sul e Sudeste será feita por meio da Câmara Temática de Turismo Náutico no Cosud.
Com apoio da Marinha do Brasil e parcerias público-privadas, o plano combina turismo, infraestrutura, inclusão social e conservação ambiental, colocando o estado de São Paulo na vanguarda do desenvolvimento do turismo náutico no Brasil.
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