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As sete iscas que mais funcionam para pescar piapara

Consultamos um dos especialistas na espécie, Juninho, para saber dele quais são as melhores iscas naturais para esta pescaria

Pescar piapara é um lazer que sempre rende resultados agradáveis. Muitas vezes foi “nessa escola” que um pescador hoje fã de iscas artificiais aprendeu o prazer de fisgar um peixe. Tudo graças ao ensinamento do pai, do avô ou de um amigo muito querido.

Mas, como a maioria já sabe, para pescar piapara é preciso investir numa boa isca. O ideal é transportar mais de uma opção. Afinal, tem dias que o peixe vai preferir certa comida em troca de outra.

Consultamos um dos maiores especialistas em piapara para saber quais seriam as sugestões dele. Separamos, então, as sete iscas mais indicadas para esta pescaria, segundo Juninho.

Minhoca

Fácil de ser encontrada, é a “isca universal”. Ela pode servir em qualquer situação e sempre deve estar à disposição.

Milho

Muitos preferem deixa-lo em “conserva” vários dias antes da pescaria, a fim de que os grãos exalem um cheiro forte. O milho também é a principal opção de ceva.

Caramujo

Encontrado em estabelecimentos especializados em vender iscas vivas, pode custar “um pouco mais caro”. O truque é cortá-lo em duas partes, de maneira que cubra e esconda todo o anzol. Antes de arremessar ou de empregar a “pingadinha”, verifique se o caramujo não está rodando, o que certamente impedirá o ataque. Se estiver, faça ajustes, até mesmo reduza o tamanho, a fim de que deixe uma apresentação suave.

Caranguejo

Outra isca que precisa ser comprada em locais especializados. É bastante eficiente! Para iscá-la, faça o seguinte. Na linha principal, faça um líder de fluorocarbono 0,34 mm de um a dois metros e na ponta coloque um snap.

Em seguida, monte um encastoado com dois anzóis sem farpa de haste curta, um de costas para o outro, e na outra ponta coloque um pequeno girador.

O arame do encastoado vai servir para atravessar o corpo até os dois anzóis ficarem escondidos. Caso o arame seja fino pode-se fazer uma espécie de agulha com arame mais rígido.

Depois de presa isca, basta conectar o girador ao snap.

Salmão

Talvez a isca mais cara. Porém, ela pode fazer a diferença e recompensar o investimento. Em dias ensolarados e mais quentes, o filé de salmão amolece e encharca demasiadamente, perdendo sua textura e formato, tornando impossível de iscá-lo.

Uma forma encontrada por nossa equipe consiste em desidratar o filé com sal fino.

Como? Após cortar em cubos e colocar os filés em um recipiente, salgue com algumas pitadas de sal fino e em alguns minutos antes de expor ao sol. Assim conseguiremos pescar o dia inteiro e, o mais importante, sem alterar a produtividade da isca. Não esqueça de utilizar “elástico” para iscar.

Tenébrio

Esta larva bastante usada para alimentar pássaros e outros animais de estimação é a nova moda para pescar piapara. Uma vantagem é o fato de ser uma isca resistente e, eventualmente, pode ser conservada em casa. É possível compra-lo pela internet.

Trata-se de uma excelente opção para a pescaria de ceva. O tenébrio deve ser iscado do “rabo” para a cabeça, como se fosse uma minhoca, de maneira que cubra o anzol. É muito importante que o anzol contenha farpa, a fim de prender melhor a isca.

Bolinha/massa

Muito fácil de ser feita em casa, é uma isca que sempre surpreende. Deve ser feita com partes iguais farinha de trigo e de fubá misturadas na água. Quando massa estiver consistente, faça bolinhas pequenas, a fim de possam cobrir o anzol e ser engolidas pela piapara. Vale lembrar que este é um peixe de boca pequena.

Juninho e uma piapara pescada no interior de São Paulo