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Presidente de ONG é acusado de falsa denúncia de pesca predatória pela Polícia Ambiental

Homem gravou vídeo em que, na verdade, teria sido cúmplice de pesca predatória praticada próximo a Coxim (MS)

O presidente de uma ONG será investigado por ter feito uma provável falsa denúncia de pesca predatória. A Polícia Militar Ambiental de Coxim (MS) foi em busca dos fatos apontados por ele, mas acabou descobrindo, graças a um ribeirinho, a fraude. O Ministério Público agora irá investigar o caso.

Em um vídeo divulgado na internet, o ativista de iniciais MFVS diz que os depredadores estavam encapuzados. Então, ele chama a atenção dos pescadores, que continuam a atividade. MFVS ainda afirma que dois outros barcos com motores haviam fugido. Por fim, ainda cobra providências da Polícia Militar Ambiental, da promotoria de Justiça e também do governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

Os policiais iniciaram uma busca e localizaram a embarcação do vídeo em uma chácara a 25 km de Coxim. “Ao ser interrogado, o proprietário da canoa, de 56 anos, afirmou que a possui há mais de 40 anos. E que seria o mesmo tempo em que mora naquela chácara e é ribeirinho. Disse também que não pratica pesca predatória e que empresta a canoa para conhecidos”, relata a PMA.

O ribeirinho conheceu o presidente da ONG “Bocas abertas” há um ano. No último dia 3 de julho, estava em sua canoa praticando pesca artesanal, quando MFVS chegou acompanhado de três pessoas. E neste momento solicitou a embarcação uma pescaria.

O ribeirinho emprestou a embarcação e foi para sua casa almoçar. Mas reencontrou as pessoas apenas no final do dia, quando vieram devolvê-la. Segundo a PMA, “ele afirma que naquele dia não havia ninguém no rio, além das pessoas a quem emprestou a embarcação”.

Ao ver o vídeo, o ribeirinho reconheceu a canoa. “Pelas roupas”, tratavam-se das pessoas que apareceram com o presidente da ONG. Verificando as fotos das pessoas que costumam andar com o presidente, reconheceu os dois elementos, como sendo os que estavam na pescaria no dia do empréstimo da embarcação.

O depoimento da ribeirinho foi realizado na presença de testemunhas e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil e ao Ministério Público para apuração dos crimes de pesca predatória e denunciação caluniosa. Pode ser que o processo caminhe para a investigação da formação de uma associação criminosa.

Na instância administrativa, a PMA efetuará um auto de infração por pesca predatória para cada um dos participantes. A multa administrativa prevista é de R$ 700 a R$ 100 mil.

MFVS foi quem invadiu em 2017 uma rádio de Coxim para agredir o Comandante da Polícia Militar Ambiental, Anderson Ortiz Dias ,enquanto ele fazia uma entrevista ao vivo. O pescador só foi contido depois de alvejado na perna. Ele tem passagens por tráfico de drogas e ameaças.

Homens com redes já foram identificados e serão penalizados. Denúncia, no entanto, foi feita de maneira fraudulenta, segundo a PMA