3   +   3   =  

Agora com vacina injetável, tilápia domina produção do pescado brasileiro

Pelo menos 100 milhões de tilápias de cultivo são vacinadas contra pragas; espécie já representa 55% da produção de pescado no Brasil

A tilápia conta com a tecnologia veterinária para ser a líder na produção de pescados do Brasil. Um avanço é o emprego da vacina injetável. De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), pelo menos 100 milhões de tilápias de cultivo são vacinadas todos os anos, o que representa 40% do total. A tendência é aumentar.

Em 2018, o país produziu 722.560 toneladas de peixes de cultivo. A tilápia representou mais de 55% da produção total, com 400.280 toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR).

“A tilápia é o peixe que mais se adequa às necessidades do consumidor brasileiro, devido à qualidade da sua carne branca e ao sabor suave. Seu consumo gira em torno 1,6kg/hab/ano. Também é a espécie que mais atrai investimentos dos produtores, pois já tem pacote tecnológico avançado, com genética evoluída, medicamentos de qualidade e manejo nutricional desenvolvido”, explica o médico veterinário Rodrigo Zanolo, gerente de mercado de aquicultura da MSD Saúde Animal, empresa associada ao Sindan.

As bactérias Aeromonas móveis e Streptococcus agalactiae, causadoras da estreptococose, estão entre os principais desafios sanitários de impacto econômico para as criações intensivas de tilápia no Brasil. A indústria coloca à disposição dos produtores antimicrobianos diluídos na ração para combater a proliferação dessas bactérias.

Em que pese à eficácia dos antimicrobianos para o controle de doenças na piscicultura, o segmento caminha para a redução de uso e já conta com importante adesão dos produtores de tilápia à vacina inativada contra estreptococoses causadas por Streptococcus agalactiae. A imunização é injetável é feita unidade por unidade, quando o peixe ainda é do tamanho da palma da mão, por volta do 45º dia de vida.

Antes da dose, todos são anestesiados em um tanque. Uma vez protegido o animal está preparado para a engorda, onde ficará de quatro a seis meses até o abate, pesando cerca de 1 kg.

As tilápias já representam mais da metade da produção nacional de pescados de cultivo no Brasil