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Recorde da tilápia: 6 kg e pescado onde “só grandes sobrevivem”

Segundo site sul-africano, a presença de crocodilos e grandes tiger-fishes em lago do Zimbábue faz com que tilápias e basses tenham tamanhos impressionantes

Por Lielson Tiozzo

O recorde da tilápia é mais um daqueles que já poderiam ter sido superados. Em alguns pesqueiros do Brasil pode ser que alguém o tenha superado, mas não tentou registrá-lo. Enquanto isso, consta nos autos da IGFA que o recorde da espécie Oreochromis niloticus, a tilápia-do-Nilo, se deu em 2002. O exemplar de 6.01 kg foi capturado no Lago Kariba, no Zimbábue, por Sarel van Royen. O autor da façanha possui apenas este registro.

O Lago Kariba é importante para a geração de energia elétrica. É nele que se encontra uma hidrelétrica da Zesa Holdings, a qual importa eletricidade para diversos países da África. Em se tratando de pesca, quem tentar um bitelo pode se dar bem.

Além das tilápias, o lago é berço de gigantescos black basses. Outro protagonista é o tigerfish, o qual também tem o recorde registrado na região, com pouco mais de 16 kg. A presença destes dois predadores provavelmente impulsiona o tamanho dos peixes. Somente os bitelos sobrevivem.

Embora, o tigerfish viva em partes do lago com correnteza (onde se confunde com um rio), em sua época de desova ele procura águas mais calmas. Então parte para as proximidades da hidrelétrica, onde estão as tilápias e os basses já em constante conflito territorial. O predador de escamas e com dentes pontiagudos, assim, encontra “paz” e presas fáceis nestas condições.

Por isso o site sul-africano Big Bass sugere que no Kariba está o exemplar de bass capaz de bater o recorde da espécie que atualmente está empatado. E provavelmente é o mais longínquo já registrado pela IGFA, com 87 anos.

Com fartura de grandes peixes, o local acaba sendo o habitat preferido de enormes crocodilos. Comida não falta. Algumas dessas feras já atacaram pessoas. E provocaram acidentes fatais.

O Kariba está localizado numa região do Zimbábue onde o Ciclone Idai não provocou os mesmos estragos de outra parte do país. O fenômeno natural provocou ventos de quase 200 km/h, chuva torrencial, inundações, desabamentos e a morte de centenas de pessoas em março passado.

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Alguns pescadores podem custar a acreditar que uma tilápia-do-Nilo atingiu incríveis 6 kg