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16 dicas para você pescar dourado

A espécie é uma das favoritas dos pescadores brasileiros e por isso nos esforçamos para juntar dicas básicas a fim de que você tenha sucesso

Por Rodrigo Amaral

O dourado fascina os pescadores. É a espécie predileta de muita gente. Não à toa que há bastante tempo “as dez dicas” para a pesca da espécie são um sucesso no portal. Para seguir ajudando, consultamos o especialista na pesca da espécie, Rodrigo Amaral, para apresentar seis novas dicas. Durante este tempo ele aperfeiçoou suas técnicas no Rio Grande, onde tem, inclusive, um rancho e se dedica à pesca do dourado todas as semanas.

VEJA MAIS: DEZ DICAS PARA PESCAR DOURADO

Além dos novos macetes, também passamos as outras dicas dez anteriores, para que você, pescador, tenha mais informações sobre os “Reis do Rio”.

Os dourados são saltadores e valentes. Confira os melhores macetes para fisgar os maiores exemplares (Foto: Alexandre Dick)

Aproveite as 16 dicas para pesca ao dourado:

1 – Ao colocar a isca viva no anzol tome cuidado para machuca-la o mínimo possível, mantendo-a viva por mais tempo e mais atraente para o dourado.

2 – Caso opte por pescar a noite, de preferência para dias com lua clara, e tenha em mente que neste horário os dourados caçam nas rasuras.

3 – Lugares com pedras tem tudo a ver com o dourado, é o habitat natural dele, quanto mais sua isca “ralar” no fundo do rio, maiores são as suas chances, com isso também aumentam a possibilidade de enroscar. Aí começa a dificuldade da pesca e também a habilidade do pescador.

4 – Se pescar desembarcado, dê preferencia para os molinetes, já que não é um peixe que necessite tanto de precisão e sim de arremessos longos.

5 – No caso do barco apoitado o molinete solta linha mais rápido. Arremesse um pouco pra trás do barco, ponha a vara paralela ao barco (reta pra frente) deixe o molinete aberto e fique de olho na linha. Se a velocidade de saída aumentar repentinamente é o peixe que abocanhou a isca. Se você usar anzol circular, dê alguns segundos, trave o molinete e comece a enrolar. Pronto, o dourado está fisgado!

6 – Não saia de um bom lugar para dourado sem antes mudar o barco um pouco pra esquerda ou para a direita em qualquer distância. Mesmo que seja pequena, faz muita diferença nessa pescaria. E se puxou algum peixe, preste muita atenção nos movimentos e na quantidade de linha que você soltou, pois se repetir tudo igual, a chance de entrar outro peixe é grande. Dicas mais “antigas”

7 – Os melhores horários para a pesca do dourado são no começo da manhã e no fim de tarde, podendo ser pescado também durante à noite.

8 – As iscas que dão melhores resultados são: tuvira, piau e enguia. Verifique os tamanhos mínimos para poder empregá-los dependendo do Estado.

9 – Na pesca embarcada, em locais onde a profundidade é grande, dê preferência por pescar apoitado (fundeado/ancorado), pois assim você fará sua isca chegar a lugares onde o pescador que estiver rodando não conseguirá.

10 – Uma dica fundamental para pesca de dourado desembarcado ou embarcado apoitado é que a linha tem que permanecer sempre bamba, com a tradicional barriga, fazendo a isca descer o rio de maneira natural. Para isso acontecer o pescador terá que arremessar rio acima e ir soltando a linha rapidamente.

11 – A isca jamais poderá ficar girando com a pressão da água. Para que isso não ocorra o pescador deverá iscar a tuvira passando pela boca e saindo logo atrás de sua cabeça e em seguida amarrá-la à anilha do cabo de aço. Já o piau deverá ser iscado pelo focinho e a enguia pelas costas.

12 – O anzol que eu indico é o circle hook da Owner 5179 ou Mustad 39951BLN. São três motivos para isso: – maior eficiência na captura – não necessita fisgar, e assim o pescador poderá utilizar um equipamento leve – não machuca o peixe, pois o anzol não fura a boca do dourado somente encaixa nela.

13 – Equipamento poderá ser constituído de linha multifilamento entre 0,23 mm até 0,30 mm, com anzol circle hook 7/0 ou 8/0 e vara entre 30 a 40 lb.

14 – Os principais pontos para se encontrar os dourados são as entradas e as saídas de corredeiras, bocas de lagos e rios e os paredões, ou seja, a divisão entre o fundo e o raso.

15 – A utilização do chumbo será necessário somente em locais de grande profundidade, devendo ser evitado ao máximo, pois tira a naturalidade da isca e com isso inibe o ataque do dourado.

16 – De preferência ao cabo de aço flexível, com 30 cm de comprimento e 40 lb de resistência.